Domingo, 12 de Julho de 2009

mais um pouco, porque ela nunca é pouco


ela, sempre ela...


Domingo, 5 de Julho de 2009

Bethânia

"Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez."

sem perfume

eu sou alucinada por cheiros.
mas, não uso perfume.
eu até compro, ganho e tento.

eu gosto de cheiro de comida forte, de chuva, de cabelo recém lavado, de giz de cera, de gasolina, de hortelã, de café, de cítricos, de cachaça de alambique, de chocolate, de perfume de homem "gelado", de madeira, de rio, ...

eu queria ser cheiro de praia.
é o cheiro quem sempre me escolhe.

mas Zeus, por que eu não uso perfume?

talvez o meu cheiro é a única coisa que tenho de realmente minha.
talvez seja uma forma de voltar de pra casa.
talvez seja uma forma de habitar sem comprar.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

dos meus heróis

é, eu tenho um aluno que apronta (como todos), mas ele NUNCA consegue dizer/assumir as suas façanhas (que não são poucas).

e eu fico lá, converso, tento, vejo, penso, analiso e nunca desisto.

estes dias uma funcionária da escola disse algo mais ou menos assim: é, tem que assumir, senão imagina depois quando crescer.

mas, infelizmente as minhas preocupações são mais infelizes:

a gente passa uma vida toda se polindo e se racionalizando, deixando tanta coisa para trás que ao menos quando pequeno ele tem que se permitir não só a fazer, mas a achar que pode e assumir.

--- ---

estes dias foi outro que tirou uma lasca de joelho.
e eu ali fazendo curativo e nada do guri chorar.
de repente eu disse: chora um pouco, eu sei como dói. (pensei que o menino estava em estado de choque)
ele me olhou do alto dos seus 7 anos e disse: - meu pai tá preso e eu também sou bandido, não choro.
quem ficou em estado de choque fui eu.

Domingo, 14 de Junho de 2009

saudades daquele sótão

Un vestido y un amor

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

perguntas da Laura

Gostei das perguntas da Laura (perguntar é mais difícil do que parece)... copiei e respondi.

Qual é o traço principal do seu temperamento?
Não são traços, são curvas.
Humor negro, paranóias e organização.

Seu maior defeito?
Minha generosidade sempre é maior com os outros.


A qualidade humana que você prefere?
Todas aquelas eu eu não tenho.
Qualquer uma que tire a pessoa do lugar comum.
Gosto mais dos defeitos do que das qualidades.


Seu personagem histórico favorito.
A Mafalda - do Quino.


Seus heróis favoritos na vida real?
Meus alunos e meu cachorro imaginário.


O que você gostaria de ter sido?
Alguém que tivesse a dádiva de deixar de ser, ao menos de vez em quando.
Uma mulher de bunda sólida.
Uma pessoa que acredita até o fim.


Seu ideal de felicidade terrestre?
A alegria da minha mãe.
Uma tela em branco, ócio e chuva - Tudo ao mesmo tempo.
Todas as entrelinhas.
Todas as letras.
Silêncio.


O cúmulo da miséria?
A justiça ser burocrática.


Onde você gostaria de viver?
Fora do meu corpo, ao menos às vezes.


Qual é o dom que você teria gostado de ter?
Música e desenho.


Que defeito é mais fácil de perdoar?
A ignorância.


Seu pintor preferido?
Dalí


Seu compositor favorito é...
Não é compositor, mas tem um ritmo perturbado que me traduz: Clarice Lispector.


Sua cor preferida?
Preto, branco e cinza.


O que você detesta acima de tudo?
Corrupção.


Qual é a sua máxima?
É mínima: Eu sinto saudades de acreditar.


O que você gostaria de fazer agora na sua vida?
Conseguir acreditar.

Sábado, 9 de Maio de 2009

aquela

eu sou aquela que pensa em fazer uma greve para garantir um vale-refeição de 95 reais, enquanto os parlamentares têm um aumento de 15.000 reais.

eu sou aquela que muitas vezes respira pelo pulmão dos outros, porque pra quem não acredita mais sobra pouco oxigênio.

eu sou aquela que tenta ser doce, mas nunca consegue ir além da acidez.

eu aquela que come um pé de alface por dia, mesmo sabendo que só o photoshop daria um jeito digno.

eu sou aquela que ensina, mas sabe que grande opção seria desaprender.

eu queria ser a outra,
mas, eu sou aquela que nunca chega a si mesma e quando chega se afoga.

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Azul Janela

O Azul Janela é um lugar mágico, porque dele não se vê apenas para fora, se enxergar também para dentro. Para dentro de nós mesmos. Para dentro dos mais variados livros. A gente espia. As frestas sugam. E a gente foge daqui e se lê nos trechos. A partir dos trechos a gente busca o livro e aí... bom, aí não tem mais volta. Ou melhor, a gente dá volta ao mundo, em nós mesmos e retorna cada vez melhor, mais preenchidos de nós mesmos através dos outros.

Janela Lateral - Milton Nascimento

Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade e um velho sinal
Menssageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou(Você não quer acreditar)
Mas isso é tão normal
Cavaleiro marginal lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Caveleiro e senhor de casa e árvore
Sem querer descanso nem dominical
Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do quarto de dormir.

É, a gente se perde e conta uns segredinhos. O Azul Janela é a porta do meu cavaleiro...

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

diretamente do blog da Ticcia

Em verdade eu tbm vos digo: além de concordar com tudo, tbm só aceito gastar mais por algumas poucas marcas de calça jeans...

É bunda é uma coisa mesmo...

Em verdade, em verdade vos digo: há compras e compras e há algumas que justificam serem feitas em determinados lugares; outras, não. Tipo sapato. Tipo calça jeans. E por falar nisso, no que concerne ao meu very private own derrière (e suspeito que em algumas pouquíssimas sortudas qualquer coisa caia bem), dependendo do jeans, eu posso ficar com um bumbum, um popozão, uma jamanta acoplada, uma busanfa, uma traseira disforme, um desastre geológico ou uma bunda propriamente dita. Ou seja, no meu caso específico, valem os duzentos reaus que me cobra o Sr. Carlos Miele, mas mais do que isso eu me recuso a pagar. Muito menos se a justificativa for a ostentação inútil e imbecil de eNtiqueta no parachoque traseiro, tipo Di*s*l (que, diga-se, não funcionada NADA bem em mim). Já blusõezinhos, tricozinhos, malhinhas e basiquinhas, vamos e venhamos, quem diz se é Armani, Elus, Colcci ou da C&A? Só a fatura do nosso odiado e idolatrado cartão de crédito.

"na verdade continuo sob a mesma condição: distraindo a verdade e enganando o coração"

eu fico boba de ver com o ser humano se adapta, como tem tanta gente que dá a volta, ... ou que literalmente volta.
é mulher que casa com o ex-marido.
gente que amputa, transplanta, faz plástica.
gente que mora um dia ali, outro aqui.
que troca de emprego a cada ano, de celular a cada trimestre, de estado civil a cada semestre.

é como se eu me afundasse em cada entrelinha enquanto os outros viram a página. terminam o livro. começam outro.

eu fico remoendo e buscando uma forma de voltar a creditar. e nada. parece que quanto mais eu busco uma verdade, mais as incertezas me atropelam.
eu sigo acreditando que a perda da inocência é um caminho sem volta.
eu sigo crendo que eu não adapto mais.
eu sigo magra ou gorda demais para cada conceito meu.
e sim, sigo morrendo de inveja de todos os outros.
e não, não se engane, não há inveja boa.

Domingo, 12 de Abril de 2009

às vezes, acontece

às vezes, a gente abandona o blog.

(mas, depois volta. às vezes me dá aquele nó e aquele dó de perder os leitores... mas eu sei que gente não perde aquilo que nunca teve.)

estes dias ela me disse que não existe isto de não saber expressar aquilo que a gente pensa... que existe sim é não pensar... não ter o que dizer.

não, eu ainda não consegui parar de pensar.
mas, cada vez que eu penso eu chego a abismos tão grandes, tããão grandes , que ando preferindo não registrá-los. aliás, quando eu vejo eu durmo ou como. mas, eu volto... é só eu subir na balança que eu paro de dormir e comer.

aliás, eu sei que por mais que pese eu jamais vou caber no meu corpo, então é tentar mantê-lo mais leve, porque de pesada já basta a vida.

Domingo, 29 de Março de 2009

Pesadelos coloridos (de fato!)


Se tem uma coisa que é psicodélica na minha vida, são os meus sonhos.
Quando eu não quero ver as coisas, meu subconsciente produz filmes b. Pode?!?

Meu sonhos são ótimos! Pena que são tão íntimos! (Sempre as minhas paixões são impublicáveis ou não tem tradução...)

Estes dias sonhei que meus órgãos saiam do corpo e eu saía correndo atrás deles.
Primeiro foi o coração. Eu corria e ele batia. Me escapando. Me fazendo de boba. Sim, eu acabei tropeçando nele.
Depois, o intestino, que eu não sabia se eu colovaca pra dentro ou puxava o resto pra fora, de tão interminável...

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

às vezes, nem eu me suporto!

ando terrível demais para escrever.

e ainda o tal dia da mulher.
se existe uma próxima vida eu ainda nasço homem.
não depilo, fedo sem culpa, não tenho celulite na bunda, a gordura não vira culote, ... e com sorte morro de infarto - porque numa época de tanto câncer e alzehnãoseiescreveroresto, infarto é uma bênção.

amém.

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

a polidez e a educação

sempre me achei um tanto grossa, sem vocação para beijo e abraço em quem não conheço. sem vocação para muito: "com licença". sem estômago para muito convívio social. sem paciência pra conversa fiada.
mas, eis que me descobri mais educada que muita gente bem polida que anda por aí:
eu não chego atrasada.
se não vou, aviso.
meu celular não toca durante a aula.
eu não furo fila.
se peço emprestado, devolvo.
se fico de fazer alguma coisa, faço. (custe o que custar)
não pinto unha durante a aula.
não converso fiado em palestras.
não conto o final do filme no cinema.
se tiro foto de alguém, peço autorização antes.
não faço visitas surpresas.
não telefono pra ninguém na hora do almoço.
sei a hora de ir embora da casa dos outros.
racho despesas.
não tenho cachorro que faz cocô na calçada dos outros.
desperdiço água (gosto de água em abundância...sempre!), mas ninguém é perfeito!

sartre já dizia: o inferno são os outros! (eu sou um doce!)

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

da Cris Guerra

Escuro.
Você vai aprender, filho. Que a intensidade pode roubar você de si mesmo. Que é preciso leveza para se pertencer. Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar. Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos. E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades. Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado. E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo. Talvez você leve meia vida para isso. Talvez mais, como eu. Mas até lá, olha que sorte: eu vou estar segurando a sua mão.

* ela / ** eu

* olha aquela blusa colorida! bonita, né?
**é.
* tu só usa preto e branco, né?
** é.
* teu marido não te pede roupas mais coloridas?
** não.
* mas, eu acho que ele ia gostar, porque tu não tenta? tu não queria mudar?
** pra mim já tá de bom tamanho conseguir ser eu mesma.
* mas, tu não pensas em ceder?
** não, eu já me submeto a coisas demais, é horário, despertador, fila, mercado...

ela respira fundo.
eu não, tô acostumado a não ter jeito.

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

das minhas leituras


Ele prefere a suavidade do humor ao ridículo do amor, mas nada disso sabe ainda, pernas muito fracas para o peso da alma.

A minha liberdade é uma margem muita estreita, suficiente apenas para me deixar em pé.

Da obra O filho eterno de Cristovão Tezza, que o Sr. Noel me trouxe no Natal.

Nesta época difícil, nada melhor que um personagem humano para me habitar, como cantou o meu poeta eu não preciso de modelos, eu não preciso de heróis... Eu (também) preciso me achar e me perder nas pessoas, naquelas que ainda são gente.

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

NÃO-MÃES - do blog da Leila Ferreia

O fato é que nós, não-mães, ainda somos vistas como mulheres à parte. As que não puderam ter filhos contam com a solidariedade das outras. Mas as que optaram por não tê-los são vistas como criaturas exóticas e imaturas, não raro egoístas. Em um mundo cheio de parquinhos, carrinhos, bichinhos, amiguinhos -esse vasto mundo no diminutivo-, quem não tem filhos se sente grande e desajeitada, alguém que não se encaixa. Talvez por isso algumas mulheres tenham comportamentos excêntricos para compensar a não-maternidade.

de fora e de dentro

a mãe dela que nos contou, que mesmo ele sendo de uma cidade distante eles não passam um dia sem se ver.
ela pediu licença do emprego, alugou a casa, colocou os filhos embaixo do braço e vai morar com ele.
uma comentou que não morre sem sentir de novo um homem apaixonado por ela.
a outra disse que não morre sem se apaixonar de novo, que a cegueira da loucura rejuvenesce.
as que falaram mal não se deram conta do quanto pode ser inveja ou pena de si mesmas.
eu ( a mais nova de todas) não disse nada. mas, fiquei pensando... no quanto seria interessante acreditar, ao menos de vez em quando. ao menos eu saberia o que dizer, o que fazer com as mãos e para onde olhar. não apenas dentro da roda, mas também dentro de mim mesma.

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Programa de Natal

então, depois de uns (poucos) anos eu vou passar o natal com o meu pai e com a minha mãe.
de novo.
não há papai noel que supere as habilidades do meu pai.
não há anjo que consiga perdoar mais do que a minha mãe.
não há restaurante que se empenhe tanto quanto eles nas minhas preferência calóricas.
não há boteco algum que faça o dobro de comida para eu poder levar uma marmitinha pra casa.
não há casa alguma, a não ser a deles, na qual eu possa tirar o sapato embaixo da mesa durante a janta sem ninguém reparar no meu chulé.
não há casa alguma, a não ser a deles, onde as mulheres não reparam na minha falta de vontade de lavar a louça.

não há natal que supera a festa de estar entre os nossos.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

O que você gostaria de perder neste Natal?

PAPAI NOEL ÀS AVESSAS
por Leila Ferreira
http://www.nosmulheres.globolog.com.br/

Minha culpa, minha máxima culpa.
Quando propus que fizéssemos juntas uma lista do que gostaríamos de ganhar neste Natal, uma de vocês mandou uma sugestão que eu adorei: disse que não gostaria de ganhar nada - o que queria mesmo era perder cinco quilos.

Gostei tanto que deixei pra encerrar a coluna da Marie Claire com ela, mas na hora de redigir o texto acabei me confundindo e a sugestão ficou de fora. Por isso, vou propor agora que a gente faça uma lista inspirada nela.

O que você gostaria de perder neste Natal, amiga?

O que amaria descartar ou deixar pra trás? Do que gostaria de se ver livre?

Minha lista teria no mínimo os seguintes itens:
- Impaciência (a minha é infinita)
- Desorganização (perco documentos, contas, certidões, já “guardei”o lixo no armário de produtos de limpeza e só compro os produtos de limpeza que não preciso)- Preguiça de fazer ginástica (a energia que gasto inventando desculpas pra não malhar é que acaba queimando minhas calorias)- Fome incontrolável depois das 6 da tarde (basta o sol se esconder que eu começo a saquear a cozinha)
- Enjôo de viagem (como será a vida sem Dramin?)
- Ciúme (tem atraso de vida maior?)
- Implicância com quem fala alto no celular em lugares públicos (como implicar com 98% da população?)
- Intolerância a barulho de um modo geral (que sentido tem, num mundo onde o silêncio deixou de existir?)

Enfim, amigas, é só uma amostra do que eu gostaria de perder neste Natal. E vocês, gostariam que o Papai Noel levasse o quê pra Lapônia, com a promessa de deixar lá para sempre?

*** Pra mim, os 5 kgs tava de bom tamanho!
Ho ho ho ho!

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Então, é NATAL

O fim de ano me deixa pior que o Papai Noel.
Do nada ela me olha e diz: - Preciso comprar roupa, nada que eu tenho está na moda.
Do fundo da alma eu respondo: - Perde uns kgs que teu guarda-roupa INTEIRO entra na moda.
(Pior que nem é maldade, é experiência própria...)

Ho ho ho ho!

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

cartão de casamento

pra quem escreve, sempre sobra de tudo e mais um pouco: cartão, mensagem, agradecimento, correção, revisão, notícia, matéria, bilhete, ...

mas, desta vez foi inusitado: cartão para o segundo casamento de uma amiga recém separada.

lá fui eu, hohohoho:

com desejos de muiiitos brindes e comemorações, porque depois de tanta cueca lavada, só bebendo para recomeçar!

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

sentir-se vivo

depois da gente conversar sobre livros, filmes e idéias ele confessou que se sente vivo quando peida.
eu (que faço tanta merda) sou trancada que nem sei para fazer cocô.
mas, pra eu me sentir viva... preciso de umas pessoas como ele.
pessoas capazes de escutar a mesma trilha sonora, pessoas que conhecem os personagens e autores que me habitam, os filmes que me traduzem.

eu me sinto viva quando me aproximo, quando o mundo está ao meu alcance através de pessoas que me alcançam e se deixam alcançar.

Foucault

A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível.

(Sim, a gente tem de ler mais de uma vez...)

(Sim, este homem me tira o sono e ilumina minhas dúvidas...)

das teorias

eu discuto amor, gosto, sabor e também teorias.
(cores eu não discuto, eu prefiro a busca do invisível)
porque nada é mais triste e sem graça do que uma certeza.
mas, a teoria que segue me deixou sem palavras (e olha que eu fujo sempre através delas... às vezes, eu acho que eu respiro nelas.)

assim, no portão da escola.
de repente.
uma mãe contando de uma lojinha que abriu.
eu, bem pobre, fui logo dizendo: mas ali as coisas são tão caras...
ela foi emendando: mas, caro ou barato a gente tem que gastar todo o dinheiro do marido de qualquer jeito!
eu olhei pra ela com aquele meu olhar de moeda de um centavo perdida.
ela continuou:
só arruma outra mulher marido que tem grana para bancar mais de uma.

eu me senti menos uma.
além de eu viver do suor do meu rosto (esta é do meu pai!), eu racho as contas (e - claro - a cabeça).

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

amém

às vezes, eu queria 3 vidas - ao mesmo tempo: uma pra ler, outra para escrever e mais uma para viver.

mas, hoje, eu queria mais uma vida - depois desta - porque eu vou morrer sem ver tudo: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2008/11/20/jovens-padres-do-vaticano-posam-para-o-calendario-2009/

(descobri o caminho do pecado lá no lampadaria - http://www.lampadaria.blogspot.com/)

Domingo, 16 de Novembro de 2008

Recebi via e-mail da Cristina (que não citou o autor)

" ...a vida ... essa personagem tão enxovalhada pelo homem..."

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Por que um blog ?!?

Aqui é o lugar, onde a ilha que eu sou finalmente espera por um barco e não mais ergue muralhas.

dos comerciais

Descobri um livro lindo - que gostaria de ter escrito.
Não, não me deu uma inveja boa porque eu não acredito em inveja boa.
Meu deu aquele calorzinho por dentro, de saber que eu posso estar até mesmo nas palavras de quem eu nem conheço pessoalmente.
Foi aquela mágica de provar uma roupa que veste até alma, mesmo que quem pariu esta veste nem sonha as minhas (des)medidas.
(Aliás, isto tem acontecido também com os escritos das "desconhecidas" Ticcia, Mafalda Crescida, Belly e F. Reis...)

O livro em questão - que eu sempre perco o foco - é: "Mania de Explicação" da Adriana Falcão (sim, é um livro infantil... )

Uma partezinha do livro:
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa. (Como eu queria parar de achar o que eu deveria querer, não... ninguém imagina o quanto!)

Mais um pouquinho:
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

fim de ano

sempre é uma bosta: o calor e o horário de verão terminam com o meu humor.

depois, é a hora de me despedir de mais uma turma.
é horrível. agora, eu já conheci a desgraça e reconheci a graça de cada criança.
agora, eles já perdoaram as minhas neuroses.
agora, a gente se reconhece pelo olhar.
somos cúmplices no quanto rimos e erramos para chegar até aqui.
não juntamos apenas letras e palavras, misturamos as nossas histórias.
eu sei o nome de cada avó, pai e mãe... e até dos cachorros das crianças, sei o que faz cada um deles viver ou morrer.
eles sabem como eu me sinto até pela roupa que eu uso, pela cor da minha caneta, pelo meu perfume, pela minha voz, pela minha letra...
somos um organismo vivo do qual eu serei abortada em menos de um mês.
(nem sempre eu gosto de recomeçar, às vezes eu queria poder continuar...)

Show A Mulher de Oslo com Vanessa Longoni

Acabo de chegar do show "A Mulher de Oslo" com Vanessa Longoni.
Assistiram ao show menos de 25 pessoas.
Ainda me constragem as pessoas da minha provínvia.
É, eu fico tensa e aproveito menos do que poderia.
Como se a falta de cada pessoa (que eu não sei quem deveria ser) me habitasse.

Minha mãe que me perdoe, mas eu acho que o caminho mais fácil a tudo que é sagrado é a música.
Depois, a imagem.
Só depois, a palavra.

Se eu tivesse escolha, em primeiro lugar eu gostaria de saber música, depois desenho, depois ser homem, depois ser bonita, depois ter grana, depois ter tempo...

Mas depois, é coisa pra depois.

Domingo, 2 de Novembro de 2008

finados

"...mas as pessoas da sala de jantar
são preocupadas em nascer e morrer ." (Caetano e Gil)

é, não fui ao cemitério.
não que eu não tenha mortos queridos.
(aliás, mais fácil ser querido morto do que vivo...)

juro que tenho um tio que eu nunca lembro se tá vivo ou morto.
(ele tá vivo)
(às vezes, eu preciso perguntar pra minha mãe, que nem estranha mais - tantas são as vezes que eu já perguntei.)
(é, ele também não colabora, sempre falando de doenças e das tantas vezes em que ele quase morreu.)

eu morro todos os dias.
pra acordar na hora.
pra chegar na hora.
pra manter o peso, pra perder peso, pra agüentar o peso de certas coisas.
escutando as mesmas coisas.
querendo acreditar.
engolindo fumaça.
adiando coisas.
contando dinheiro.

estes dias li que uma mulher apaixonada é uma mulher baleada.
eu, acredito que a falta de paixão também é uma forma de estar baleado.

que a vida - como disse clarice - é uma loucura que a MORTE faz.

que - como disse quintana - a gente nasce grávido da morte.
(e eu ando gestando a minha muito bem - obrigada)

o peso dos quilos

ia comprar a biografia do tim maia.
é, eu adoro biografias.
mas, a coisa pros gordos tá tão feia que na indicação de cada capítulo (no índice do livro) consta o peso dele - em TODOS os capítulo. pode?!?
começa nos 90 e termina nos 140.

a gente anda valendo cada quilo que a gente não pesa.
(e eu, chegando perto dos 70!)

o que faz uma vontade

meu desejo de que as férias cheguem logo é tão intenso que eu já comecei a fazer cartões de natal.
(isto que durante o período de férias eu estarei em curso...)

ho ho ho!

diretamente do Blog da Laura

"Minha solidão não tem nada a ver
com a presença ou ausência de pessoa.
Detesto quem me rouba a solidão,
sem em troca me oferecer
verdadeiramente companhia..."
Friedrich Nietzsche

diretamente do Não Discuto, por Ticcia

Será que entendes, amado meu, que habitei com meus medos os mais terríveis precipícios e que teu olhar me lança pontes que eu nunca soube que pudessem existir?

Sábado, 1 de Novembro de 2008

54 feira do livro de porto alegre

a feira continua linda.
a praça.
o cheiro da pipoca.
as pessoas se aglomerando em volta dos saldos.
eu reafirmando o quanto livro é caro - ou eu pobre -.
os vendedores nas bancas sabendo indicar, sabendo o que estão vendendo.
uns escritores pra lá e pra cá.
(menos o verissimo que eu sempre procuro e nunca encontro)
sacolas de livros.
todo mundo olhando com as mãos.
crianças penduradas e senhores apoiados... nos balaios, nos livros, nas famílias.
títulos que eu já li, títulos que eu quero, poemas que eu sei de cor.

eu fico imaginando quem compra "segundas-feiras felizes" ou "vaginas".
eu fico imaginando a tristeza de um escritor ao se achar encalhado num saldo.
eu fico imaginando a emoção de alguém que autografa.
eu fico imaginando se eu ganhasse um cheque em branco para ir à feira.

eu sigo comprando os livros que já li, simplesmente porque quero a história perto de mim.
eu sigo comprando clarice lispetor.
comprando pela capa, pela ilustração, porque li uma entrevista do autor.
compro porque é uma biografia e isto me basta.
passo a mão pela capa, sinto os relevos ... e peno por não poder levar tudo que eu quero.
me supero e compro (sem saber) um livro que já tenho em casa.

trago um livro infantil caro e lindo pra casa.
pra mim.
que não tenho filho, afilhada e nem cachorro.
porque eu sou a minha menina e às vezes ainda me dou a mão.

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

sem saída

na hora do almoço, fiquei sabendo que os funcionários públicos do RS não podem mais fazer greve. (caso façam, terão o salário cortado.)

no fim do dia eu fui à feira.
pedi o preço da rapadura, pensei nas calorias... e comprei uma couve!
pedi o preço do vidro de melado, pensei nas calorias ... e comprei laranjas!

no momento, não sei o que é mais complicado: ser gorda ou ser gaúcha...

pior, só eu mesma: uma gaúcha gorda que luta com bravura contra o aspartame.
(talvez o aspartame fosse a minha solução, às vezes eu acho que só derretendo o cérebro para suportar certas coisas.)

remoto controle

no fim do ano passado, na minha lista de desejos para 2008, a única coisa que constava era vencer o vício do clight (suco de pacote dietético).
só consegui agora, quase final do ano.

fiquei pensando na minha lista de coisas pra fazer antes de morrer - que tá de matar!
se a coisa continuar neste ritmo, vou partir para uma lista de desejos para a próxima encarnação.

Diretamente do Mafalda Crescida

“Nem sempre vai ser assim.”( Retirado de uma história chinesa )

“As pessoas felizes não incomodam ninguém.”( Não sei quem inventou, mas é verdade verdadeira. )

“A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas triste pelo que há nela
De fragilidade e incerteza.”( Manuel Bandeira )

“Nunca diga nunca.”( Vi num filme, mas não sei quem escreveu. )

“É melhor se sofrer junto do que ser feliz sozinho.”( Vinícius de Moraes )

“É quando eu fico fraca que eu fico forte.”( S. Paulo )

“Hoje eu só quero que o dia termine bem.”( Daniel Carlomagno )

“O pior analfabeto é o analfabeto político.”( Bertold Bretch )

“Se o egoísmo tivesse corpo, ele seria homem.”( Desconheço o aut
or, mas aposto que era uma autora. )

“O destino é um gozador.”( Luís Fernando Veríssimo )

“A mentira é bonita.”( Mario Quintana )

“Sorria que seu rumo se alumia.”( Também desconheço o autor, mas funciona pra mim. )

“Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina. Mas sou minha, só minha, e não de quem quiser.”( Renato Russo )

“Façam muitas manhãs, que se o mundo acabar eu ainda não fui feliz.”( Chico Buarque, claro. )

“Morrer de vez em quando é a única coisa que me acalma.”( Paulo Leminski )

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”( Saint Exupéry )

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”( Autoria Controvertida )

“A saudade é o revés de um parto; a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu.”( Chico Buarque, é lógico. )

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”( Fernando Pessoa )

“As pessoas fazem o melhor que podem. Se tivessem conseguido mais, teriam feito.”( Desconheço a autoria )

“Amor não é amor,Se quando encontra obstáculos se altera,Ou se vacila ao mínimo temor.”( Shakespeare )

“Ainda que seja noite
O sol existe.”( Wladmir Maiacovski)

“Basta a cada dia o seu mal.”( Jesus Cristo )

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

ponto turístico

o meu ponto turístico preferido, na minha província é a enchente.

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

carpi

“MINHA ESCRITA É UM ESPELHO, ONDE NÃO ME CONFIRMO, MAS UM ESPELHO QUEBRADO, ONDE OS CACOS BRILHAM E SÃO FACAS PARA ENFRENTAR O SENSO COMUM.”
FABRÍCIO CARPINEJAR

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

...um luxo!

li no jornal sobre uma mulher que contratou um detetive para seguir o marido.
depois, com as fotos confirmando o imaginável, ela reuniu os familiares e apresentou o motivo da separação, aliás apresentou o motivo fotografado.

eu?eu achei tudo muito chique, quer dizer: civilizado.

fiquei pensando naquelas mulheres que se escondem atrás da árvore, que se disfarçam e seguem o marido, que se atracam com a outra pelos cabelos, que fazem voar pela janela as roupas do desgraçado.aquelas gritarias onde todos se acusam, mas ninguém prova nada.

é, não basta ter as unhas bem feitas, é preciso saber enfiar a mão na merda sem feder os próprios dedos.

logicamente, não desprezando ninguém (aliás, eu nem as unhas faço...), pois todos hão de ser apenas loucamente humanos.

e como disse Pessoa: "todas as cartas de amor são ridículas, mas só quem não escreveu cartas de amor é que é verdadeiramente ridículo..."

(bom mesmo é quando a gente já passou o ridículo e pode rir de si mesmo...)

(e há quem pense que civilizados são os ecologicamente corretos... - eu? eu, estou mundando os meus conceitos... como diz aquela antiga propanda. )

homens... ainda!

não parei de pensar nesta coisa de homem ideal.

não posso deixar de citar alguns (certamente vou esquecer de uns tantos), que me EN-CANTAM: fernando pessoa, caetano, chico, humberto gessinger, renato russo, tom jobim, zeca baleiro, vinícius, lenine, zé ramalho, chico césar, luis fernando verissimo, quintana, leminski, arnaldo antunes, raul seixas, machado de assis, toquinho, djavan, gilberto gil, cazuza, frejat, herbert viana, ... (por aí vai... vai tanto que eu nunca mais volto!)

aliás, homem que é homem, vem acompanhado de uma boa trilha sonora... sabe uns poemas, conhece uns livros e sabe ler uma mulher.

tipos de homem

eu já tive certeza que meu tipo de homem eram os loiros.
tive uma colega que adorava homens de farda.
uma amiga que tinha uma cruz com os bêbados.
outra que sempre arrumava homem mulherengo.
uma que só queria saber dos mais novos.
uma outra que até desistiu da raça.

hoje a ticcia (http://www.ticcia.com/) escreveu na revista paradoxo sobre o seu tipo ideal de homem.

eu não acredito mais em tipos. eu não acredito mais em ideais.

mas, homem mais homem, pra mim, é aquele que me faz acreditar.
aquele que me tira dos contornos do meu corpo não apenas com o seu, mas com o que carrega dentro deste.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

frases

eu me apaixono por frases.
eu moro, morro e renasço nas palavras onde faço morada e também naquelas que me deixam sem teto.
como cantou humberto, numa palavra eu tenho eternidade para uma semana.

"só dói quando eu respiro" (é o título de um blog que eu andei lendo)

"ela procurava um príncipe e ele procurava a próxima." (skank - formato mínimo)

"fecha a luz, apaga a porta" (kleiton e kledir)

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Clarice (mais um vez entre tantas que se foram e ainda virão)

É que tudo que eu tenho não se pode dar.
Nem tomar.
Eu mesma posso morrer de sede diante de mim.
A solidão está misturada à minha essência.
Meus conhecimentos mais verdadeiros atravessam a minha pele, me vieram quase traiçoeiramente.
Tudo o que eu sei eu nunca aprendi e nunca poderei ensinar.

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

mais um texo que me lê...

às vezes, um texto lê a gente a ponto de causar medo...

lá do blog: http://ameaventurar.blogspot.com/

Did I mean to be mean?

Eu sei, eu sei…. Eu posso ser cruel às vezes. Mesmo que raramente, em situações extremas, quando a minha paciência maior do mundo não deu conta de acompanhar mais, quando a minha imensa tolerância se esgota, quando a minha compreensão quase absoluta me abandona... nessa hora eu sou cruel. De uma forma que nem reconheço, que nem percebo, que nem controlo. Não consigo controlar. Eu que prezo sempre pela justiça, nessa hora não sou justa. Nem boa, nem generosa, nem nenhuma outra qualidade que me seja inerente em outros momentos. Nos meus momentos de esgotamento eu digo coisas que nunca pensei que fosse dizer, uso palavras que não seria capaz de usar, machuco de uma forma que nunca, nunca seria capaz de machucar. E eu não tenho justificativas plausíveis pra isso. E nem acho que tô no meu direito, e nem tento me explicar. Mas é isso que eu sou.Às vezes eu sou cruel só por esporte também. Só pra dar o troco, pra mostrar que posso não ser flor que se cheire se quiser, pra provar (até pra mim) que posso, que consigo. Que sou minha, só minha, e não de quem quiser. Pra me auto-afirmar mesmo. É claro que eu não acho isso bonito. Mas acho isso humano.O fato é que em alguns momentos, e principalmente nesse lugar aqui, eu me despejo, eu me entorno, eu transbordo. De tudo que me preencha, que me encha, que me sufoque, que me atrapalhe os movimentos. Despejo nessa mal traçadas linhas os meus potes de mágoas e revoltas, de alegrias e euforias, de incertezas e vazios. Simplesmente porque essa é a minha terapia. E por me entregar assim sem reservas e freios, sem filtros e pudores, eu às vezes sou direta demais. Curta e grossa demais. Na exata medida em que não consigo ser na vida real, em sentido oposto. Eu não te digo, mas te escrevo. Eu não me declaro, não te olho com paixão, não te digo o que me atrai, o que me envolve, o que me conquista. Eu te escrevo uma carta de amor e coloco aqui, jogo na rede, jogo no universo. E tá feito. Do mesmo modo como eu não brigo, não discuto, não te bato na cara quando essa é a maior vontade.... mas venho aqui e te produzo o maior dos tapas na cara, literário. E no momento em que o faço, nem me importa se você merece ou não apanhar. Me importa que eu preciso bater, que eu preciso me livrar do fantasma. E eu o faço.Depois que volto e me leio, depois que alguém me diz algo, me desarma às vezes com uma única frase, eu vejo que ok, a limpeza foi feita, mas justa eu não fui. Aí posso sopesar tudo de novo, rever os pontos de vista, olhar com novos olhos. Perdoar a mim, ao outro, à vida. Dissipar os nós e os azedos que me habitavam. Às vezes eu olho e penso que exagerei sim, que foi forte demais mesmo, que não foi merecido não. E aí penso que “ôrra, pelo menos eu não bati de verdade”Acho que o que eu quero dizer é..... não é sua culpa. Não mesmo. Talvez não seja minha também, mas sua eu tenho certeza que não é. E você nunca vai ler nada disso, nem vai intuir nada disso, nem vai perceber. Convenhamos, você não é tão perspicaz assim, nem imagina que eu o seja. Mas ainda assim, eu sei, é claro que sei, que você não merece uma pessoa tão pouco pura e tão capaz de ser cruel quanto eu sou, quanto eu posso ser.